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7/16/2018

 Sobre saudade de "nerd"

 Mesmo não gostando muito da palavra "nerd" creio que ela seja o mais próximo que consigo chegar de um exemplo válido, para com o que quero narrar com esse texto.

 Veja bem, se você tem uma miníma predisposição a consumir coisas desse universo "nerd", no sentido mais geral possível da palavra, você com certeza já se deparou com um tipo específico de saudade, aquela que bate quando um finalizamos um jogo, a última temporada daquela série legal, ou mesmo quando assistimos o filme do meio, da trilogia da nossa vida.

 Esse "tipo de saudade" é interessante, profunda e sincera, chegando as vezes a machucar, esse texto é justamente sobre isso, a saudade que ando escondendo de Overwatch.


6/24/2018

Intensidade

 O quanto de intensidade tem se feito presente em sua vida leitor? Questiono isso de forma a fazer você pensar brevemente no que essa simples palavra significa, de modo geral, sobre a nossa existência nesse planetinha azul.

 Veja bem, a intensidade com que absorvemos o que nos envolve, ou mesmo, com que despejamos coisas para fora de nossa casca protetora da alma, diz muito a respeito de quem realmente somos, ou ao menos, de quem pretendemos ser.

 Não precisa ir muito distante na busca de exemplos, assistindo algo que chama sua atenção, conversando com alguma pessoa especial para você, a intensidade pode transformar experiências descartáveis em algo memorável, em energia além da matéria.

 De certo a intensidade com qual nos deparamos, nos transforma, nos leva a outras possibilidades, afinal, quem nunca comeu o "melhor" pastel da vida, pós rolê insano, que atire o primeiro julgamento; então dentro desse contexto, essa postagem de forma sincera e talvez meio exagerada, narra um breve momento, breve e intenso envolvendo um bombom.



6/06/2018

As surpresas do rolê

 As vezes me sinto um idoso em vários aspectos da minha vida, coisas simples que expostas à uma analise, se provam falhas dessa minha "juventude" projetada para ser uma loucura muito louca.

 Creio que nunca pedi nada pelo Ifood, não faço ideia de como os componentes do meu computador se organizam para funcionar, as vezes apanho para colocar legenda nos negócios que estou assistindo, enfim, uma vergonha para toda uma classe; os jovens.

 Na realidade muitas informações me escapam, principalmente no que diz respeito ao funcionamento do mundo como um todo, informações simples, porém cruciais.

 O que deve ser normal a toda uma parcela da população, mesmo ainda existindo quem acredita conhecer demais - quanta prepotência da parte deles.

 Sempre tem alguma piada ruim para aprender, outras formas de fazer merda, de ser multado, o conhecimento é infinito na mesma medida que sua capacidade de fazer merda.

 Porém a postagem de hoje não é sobre nada disso, na verdade ela é sobre um motorista de Uber que se deixou levar por uma boa conversa e se tornou uma lenda em meu coração.


6/01/2018


Revisada de nada #3:

Até que dá pra deixar esse título

Olá, amiguineos. Sim, essa foi minha primeira ideia de como dar oi pro leitor.

Bem, continuando minhas divagações malucas (que sofreram uma pausa semana passada), hoje vou comentar sobre a vida util do ciclo de clichê, como a cultura de choque afeta isso e deixar o Bruno* perguntando mais uma vez onde eu tô querendo chegar.

Vamos primeiro para a revisada dentro da revisada: No primeiro post eu falei sobre o clichê e sua versão mais nova, o anti-clichê. O clichê, dado como um molde pelo qual muitos aspectos da mídia são feitos decididos e o anti-clichê, a tentativa de quebrar esses moldes. Já na segunda postagem, teorizei sobre a “cultura de choque”, uma situação onde, na ânsia por algo novo, o criador usa de coisas que causariam choques, seja pela cultura do lugar ou o quanto foge do clichê (olhái, assim se cria o anti-clichê). A ideia de usar algo chocante, algo incrível e assustador não é, ironicamente, algo incomum. Esse movimento é chamado, por mim, de “cultura de choque”. A cultura de choque é o combustível que cria então, o anti-clichê.

O anti-clichê, aparecendo cada vez mais na mídia, se torna um novo clichê e o ciclo começa novamente, onde o novo clichê envelhece e logo será combatido pelos novos criadores e seus choques.

Pra onde isso nos leva? Pro mesmo lugar de sempre, um fim.

Vamos agora a ultima (e pior?) parte da trilogia que ninguém pediu:
A saturação Final.

É Isso mesmo, eu quero falar sobre algo que todo mundo já sabe e o porque ela vai acontecer no final das contas. A saturação Final é, como o nome diz, o final. O final do ciclo, onde o clichê e o anti-clichê são tão próximos um do outro que acabam por terem o mesmo peso.

Chegou a hora dessa parte, essa mesmo:
Você pode estar agora pensando “Tá, mas isso seria então o fim de material novo? É isso mesmo?”

tsc tsc tsc. Meu jovem, sua inocência me deixa até sem jeito. A Saturação Final na verdade não é tão final. Ela ocorreu e ainda vai ocorrer algumas vezes durante nosso tempo de vida.

A fonte de DuChamp, Star Wars, O vocabulário de Shakespeare e a invenção da radio novela são, com seus devidos méritos, recicladores de ciclos. Talvez você possa dizer que Saturação é a criação de um “Super clichê” onde as coisas novas e diferentes são extremamente similares, seguindo os mesmo moldes e quebras de moldes. Algo que restaura o ciclo, uma ideia que muda como o ciclo funciona, é o que revive a mídia. A fonte de DuChamp foi um grande marco do movimento Dadaísta, justamente por causar um choque acima do normal, por quebrar o ciclo. Esses são os  recicladores de ciclo, obras que causam um impacto muito maior que o de um trabalho dentro do ciclo. Expandido o conteúdo do ciclo mais uma vez, criando espaço para novas obras mais uma vez.
O grande desafio de criar um reciclador de ciclo não é simplesmente ter a ideia, mas saber lança-la ao público de um modo que a obra seja de fácil apreciação. Star Wars, juntando a magia de um mundo sci-fi  e alguns clichês que traziam uma sensação de familiaridade ao público, cresceu e criou seu próprio nicho, seus fãs e seu próprio “clichê”. Um reciclador de ciclo, assim como um anti-clichê, eventualmente se transforma o que destruiu, tomando seu espaço em um mundo liderado por clichês.
E em término, gostaria de agradecer a todos que tiveram saco de ler isso tudo até o final. Escrever sobre minhas teorias é algo que sempre tive vontade e ter uma plataforma onde publicar isso tudo é ótimo.

A corrida para o novo reciclador de ciclos está sempre próxima, a obra que vai mudar o jogo pode já até ter aparecido, fiquem tunados e não se esqueçam de hidratar.

PS: Conclui falando nada mesmo mas tá tudo bem
PPS: Jesus cristo, são duas da manhã, eu tô morrendo
PPPS: Eu queria falar da DreamWorks e de Como Treinar Seu Dragão 3, mas eu só ia ficar salgado porque essa merda é puro clichê fraco, por mais que eu ame clichês toscos.



*Pra quem não conhece esse garoto abençoado, uma pena pra vocês

5/25/2018


Enrolei pra postar

Por motivos de bad vibes, acabei não escrevendo nada pra postagem de hoje, segue uma história velha minha:

 

Cor

    Era uma manhã como qualquer outra, José tomou seu café da manhã como fazia todos dias, vestiu sua roupa, arrumou seu velho relógio de pulso que ainda usava corda e saíra de casa. Não demorou muito, logo após sair de casa, que José percebeu algo estranho. Seus pés e mãos continuavam os mesmo, sua roupa também mas… Não via em si mesmo nenhuma cor. Enquanto todo o mundo parecia não ter mudado, José se encontrava agora monocromático, sem cor ou conteúdo. Fez sua via sacra pessoal diária, passando por motoristas folgados, cobradores lerdos e passageiros espaçosos até chegar no seu trabalho de sempre. Era, compulsivamente, o primeiro a chegar todos os dias. Não tinha muito o que fazer em casa mas ter o escritório inteiro silencioso e calmo por alguns minutos era seu pequeno paraíso pessoal. Sentou em seu cubículo e organizou suas atividades do dia mentalmente, nada parecia ter mudado tirando sua falta de cor. Seus colegas chegaram, sentaram-se como sempre e passaram por ele. José não tinha o costume de cumprimentar ninguém, muito menos ser cumprimentado. Não sentia falta disso, mas pensava que talvez isso tenha sido o motivo de tomar a rotina que sempre tomava.

    O dia passou, José continuava sem cor e seus colegas não pareciam ter prestado atenção o suficiente nele pra sequer notar. Era o último a sair do escritório, apagando as luzes e o escritório e olhando para o escuro silêncio que tinha como “até mais” de mais um dia de trabalho. José só então percebeu que não tinha sequer dito uma palavra o dia inteiro, sua garganta já desacostumada com suas cordas vocais, repetiu alguns “Bom dia” e “Boa noite” antes de seu ônibus chegar. Ele tinha, então, decidido que sua falta de cor não seria um problema se ninguém tivesse percebido, talvez uma noite de sono e finalmente cumprir com sua promessa de arrumar sua dieta o ajudariam com isso. José então dormiu e teve sonhos incríveis e maravilhosos que facilmente voltaram a se esconder  de manhã. José passou outro dia sem cor, novamente tentando pensar que isso tudo seria só acúmulo de stress ou sono. José novamente fez tudo como no dia anterior,  continuou a rotina até chegar o fim de semana.

    Aos fins de semana, José visitava o parque. Não tinha cães ou alguém com quer fazer um piquenique mas se sentia confortável na luz fraca do sol da manhã e no som de pássaros cantando, tomando conta pra não ser percebido pelos outros. José tinha grande medo de parecer estranho aos outros e teve grande alívio quando percebeu que só tinha se tornado monocromático pra ele mesmo. Logo no horário de almoço, José vai ao mesmo café e pede a mesma ordem, mas dessa vez é surpreendido com uma pequena mudança. O novo barista (José prefere atendente, por soar menos “pomposo”) parecia não apenas mais radiante mas parecia, por algum motivo, ter as cores de José. José seguiu a rotina, roubando olhares ao atendente de tempos em tempos e tomando cuidado pra que o mesmo não veja sua falta de cor. Percebeu que o barista não parecia ter muito mais que 20 anos, tinha pelo menos um braço coberto de tatuagens e um sorriso cativante, ou pelas palavras que José resolveu usar, chique. Passou mais tempo no café do que era de costume, até perceber que não só tinha acabado seu café minutos atrás, tinha perdido o horário em que os cachorros costumam passear no parque. Saiu do café frustrado, e curioso, mas principalmente frustrado.

“Oras, quem ele acha que é pra pegar a cor dos outros.”

    Foi então pra casa, cozinhou o arroz e feijão de todos dias e se preparou para deitar, levando um longo tempo no espelho do banheiro anotando cada cor que ele tinha antes de isso tudo acontecer.

    A semana passou novamente, sem nenhuma mudança ou  diferença e o final de semana então chegou novamente. José colocou sua roupa mais colorida, agora sem cor, e trotou pra fora de casa, determinado a falar algo dessa vez. Mas… O quê? José não conseguia pensar em falar qualquer coisa, seus olhos arregalando um pouco só com a ideia de confrontar alguém por um motivo tão maluco quanto esse. José, agora de frente para o café olhava o lugar de cima a baixo, como se alguma dica fosse ser dada no letreiro simplório ou nas janelas ainda com os adesivos anunciando promoções que já foram. No final, decidiu tomar seu tempo no parque, aproveitando o sol até que a fome viesse. O sol hoje parecia estar quente demais, os pássaros uma cacofonia de barulhos irritantes. José procurava o motivo disso tudo e decidiu que o motivo era sua falta de sono, graças a sua falta de cor. “isso é tudo culpa dele! Como ele sequer conseguiu roubar isso?” José protestava em um monólogo. Não demorou muito pra que sua ansiedade, junto de uma pequena fome o fizesse andar confiante até o café.

     Confiante até passar pela porta, onde o barista continuava… Colorido. Seu cabelo levemente bagunçado e seu sorriso automático de quem trabalha ainda mais nos finais de semana radiava como um farol. O barista parecia perceber os olhos de José, tanto que até por meio segundo parecia esquecer o que precisava fazer. José tomou seu tempo, queria ser atendido por aquele barista e quando finalmente teve a chance, resolveu pedir algo maior do que tem costume, assim poderia encarar e tentar entender aquele ladrão ainda mais. Pediu então, além do simples cappucino, um combo de café da manhã e uma sobremesa, pra comer ali mesmo. Sentiu o olhar do barista nos seus próprios olhos e por pura pressão interna, desviou o olhar. Sentia o sorriso do Barista, o sorriso de dentes retos e brancos desse maldito ladrão. Viu o mesmo escrever algo num papel antes de o entregar, junto da nota (que josé guardava numa caixa de sapatos em casa) e o troco. José esperou sentar no banco, ao lado da janela e próximo da porta, como de costume. Preparou sua mente e resolveu ler depois do café da manhã. Não queria enfrentar algo que talvez seja perigoso de estômago vazio, não conseguia imaginar o que poderia ser mas tinha certeza que não seria algo bom.

    José tomou seu café da manhã, respirou fundo, foi no banheiro e levou com ele o papelzinho. Respirou fundo e finalmente leu:

“urgente! frente do café 18h  hoje!!”


    O “18h” destacado no papel parecia mais um sinal de ameaça. O rosto de José inicialmente enrubesceu de raiva, pensando na tamanha sem vergonha do ladrão de ainda pedir mais. Não passou muito tempo até José finalmente repensar a proposta e imaginou o que mais alguém como ele poderia fazer. Resolveu então esperar no parque, pelo menos ali ele teria mais chances de fugir. O horário passou, José aproveitando o tempo ali pra ver cenários que não tinha visto antes. As tias da ginástica que passam por ali mais barulhentas do que nunca, outros cães, as sombras em novos ângulos e até mesmo as luzes acesas na praça. Dez pras seis, José ficava cada vez mais assustado, não tinha ideia o que esperar.
O que ele não esperava era o Barista o encontrar antes dele encontrar o Barista. Sentiu uma mão no seu ombro e virando bruscamente encontrou o barista, colorido como sempre, também assustado. José já se prontificou a interrogar o ladrão:

- O que você quer afinal?
   
    O Barista se deparava com esse homem de óculos, cabelo alisado, aparência de um rato  encurralado e uma voz mais agressiva do que esperava. José abriu a boca pra falar novamente mas dessa vez o Barista foi mais rápido:

- Devolve. - Disse o barista estendendo a mão.

- Quê? - Disse o homem de óculos.

- M-Minhas cores.

- Mas foi você que roubou as minhas!

    Os dois pararam por dois segundos, tentando descobrir qual seria aquele que estava mentindo. José finalmente deu alguns passos pra trás e pegou uma certa distância entre ele e o Barista.

- Qual seu nome?

- Adriel… O seu?

- José.

- Quer… sentar um pouco?

- Parece bom.

    Os dois, quase que em sincronia se sentaram de lados opostos do banco, se encarando, um pouco com curiosidade, um pouco com receio.

- Como você fez isso? - Perguntou José

- Isso o quê?

- Roubar… minhas cores assim, eu nem sabia que elas eram minhas.

- Eu não roubei nada! Você que tá com as minhas.

- Verdade, então por que eu tô com minha roupa mais colorida e ainda assim tô preto e branco?

    Adriel visivelmente tentou segurar o riso e não conseguiu. Olhando o homem de óculos de cima abaixo e finalmente entendendo o porque ele parecia estar vestido mais como um palhaço, do que como um secretário.

- Desculpa, desculpa - falava gesticulando com uma mão enquanto a outra ficava sobre a boca

- O que foi?

- Você já é bem mais colorido que qualquer pessoa e com essa roupa eu jurava que você tinha vindo rir da minha cara me mostrando tantas cores

- Espera… Como assim “Mais colorido que os outros”? Você que parece um farol de tão colorido.
- Ah, é? Não sou eu que vim de patatí!

    Adriel ria ainda mais, José tentou ficar bravo mas acabou por rir também, os dois riram sozinhos naquele parque, com apenas os pássaros e as cores um do outro os acompanhando. Demorou um pouco até que os dois parassem de rir, olhando um pro outro. José foi o primeiro a falar.

- Bem, parece que eu me acostumei com a sua cor. - falava enquanto ria baixo, finalmente levando suas mãos até o rosto e limpando os olhos. - Espera…

    José revirava suas mãos, parando só pra olhar pro Baris- Adriel de novo. Seu corpo parecia um pouco opaco mas ele sabia que suas cores estavam voltando! Acizentadas e velhas mas as suas cores ainda assim. Viu que Adriel sorria enquanto olhava pras suas tatuagens, admirado.

- Como você fez isso? - Os dois falaram juntos.

- Espera, você não vê suas cores e eu não vejo minhas cores, certo?

- S-Sim, mas eu consigo ver o que eu tô vestido agora… um pouco.
Talvez se passarmos mais tempo juntos isso se resolva então, certo?

    José se desesperou e nem sabia o porque, olhou rapidamente pros lados e voltou a encarar Adriel.

- Eu trabalho durante a semana.

- Bem, eu tô livre depois das 18h todo dia!

- Hm. - O homem de óculos maquinou seus horários, contando com os dedos o seu tempo e o quanto poderia gastar indo até o café todos os dias. - Ok! Toda quarta-feira aqui além dos finais de semana?

- Maravilhoso, meu amigo.

    José e Adriel então começaram a sua rotina, cada dia consumindo mais tempo um do outros. Todas as quartas se tornaram todos os dias. Trocaram de número, se cutucavam o dia todo, trocaram problemas, ajudaram um ao outro. Só se viram usando preto e branco quando já no altar, alianças em mãos. José agora mal via as próprias cores, mesmo que elas estivessem lá, muito ocupado em ver as cores do dia-a-dia.



PS: Eu não revisei isso
PPS: Eu perdi a estilização de texto que o MOP me passou então eu fiz essa daí
PPPS: Feliz dia da gloriosa revolução da rua de Treacle

5/22/2018

Aprendendo SEMPRE  

 Ontem logo pela manhã, travei a segunda parte de uma batalha épica com meu chuveiro. O bendito estava pingando onde não deveria, ou seja, em meio a água quentinha caiam singelas gotas geladas na espinha; parecia o Hyoga de cisne me fazendo carinho durante o banho, fato esse que só ocorreu devido a falta de conhecimento de quem o instalou, que no caso é o Marcel do passado, que até a primeira parte dessa batalha épica, nunca tinha enfrentado nenhum inimigo desse porte.

 Após algumas adversidades, de parafusos perdidos no ralo a dificuldades com as ferramentas disponíveis, consegui colocar o chuveiro para funcionar como deveria, no processo ainda aprendi várias coisas para batalhas futuras. Aprendi o que é "vedar uma rosca", aprendi onde fica o fio terra, aprendi a ter cuidado com parafusos pequenos, enfim, aprendi.  Isso me deixou pensativo sobre como qualquer coisa pode ser levada como aprendizado em nossas vidas, até uma batalha contra um chuveiro pode ser uma oportunidade para adquirir conhecimento, para transformar nossa realidade a partir do conhecimento, enfim,  esse texto não é sobre essa batalha épica, menos ainda sobre adquirir conhecimento, mas sim sobre uma aventura de um jovem garoto em conflito com suas necessidades fisiológicas.